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Lição 04 – A confirmação de uma promessa
Texto base: Gênesis 17.1-9
Deus aparece mais uma vez a Abrão, agora aos 99 anos de idade e lhe diz: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso [El Shaddai], anda na minha presença [viva uma vida de comunhão comigo (NTLH) – ande segundo a minha vontade (NVI) – ande diante de mim (KJ) – seja fiel a mim (NVT) – caminha em contato comigo (O Livro)] e sê perfeito [seja obediente (NTLH) – e seja íntegro (NVI) – tenha uma vida íntegra (NVT) – conduz-te sempre como deves (O Livro) – sê íntegro (VC)]. A mim soa um pouquinho como repreensão ou como recomendação. Não sei dizer ao certo.
E Deus então continua: Vou fazer uma aliança contigo e lhe darei uma descendência incontável (multiplicarei grandissimamente). Abrão então se resignou a se prostrar diante do Senhor com o rosto no chão, mostrando sua total submissão e entrega, pois não havia nada que pudesse fazer. As ajudas acabaram. A criatividade foi embora. E Deus continua: Esta é a minha aliança: farei de você o pai de numerosas nações. “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus” (Gn.17:5-8).
A importância de um nome na cultura judaica é muito grande. Segundo o comentarista Elinaldo Renovato: “Nos tempos do Antigo Testamento, os nomes das pessoas, em grande parte, não eram escolhidos porque os pais os achavam bonitos ou sonoros. Havia uma conexão entre eles e a vontade de Deus. Era um ato de fé, vinculado muitas vezes aos acontecimentos vividos pelos genitores. Exemplos diversos são encontrados na Bíblia. Quando José teve seu primeiro filho, e lhe pôs o nome de Manassés, ele já era governador do Egito. Depois de ter sofrido tanto, ser desprezado pelos próprios irmãos, vendido como escravo para o Egito, ao interpretar o sonho de Faraó, pela sabedoria que Deus lhe dera, José pôs o nome no seu primogênito de Manassés, que significa “Deus me fez esquecer”, ou “esquecimento”, em alusão a tudo o que passara entre seus irmãos, na casa de seus pais. Ao segundo filho, deu o nome de Efraim, que significa “duplamente frutífero”, ou “Deus me fez crescer” (Gn.41.51-52)”. Vemos isso repetidas vezes. Abrão para Abraão, Sarai para Sara, Jacó para Israel e Simão para Pedro. Além disso, Deus deu o nome de algumas pessoas na Bíblia: Isaque (Gn.17.19); os filhos do profeta Oséias (Os.1.3-9); João [Batista] (Lc.1.13), e o próprio Jesus (Mt.1.21,21). Não esquecendo de Jedidias, mas os pais preferiram chamar de Salomão (2Sm.12.24,25). Abrão significa ‘pai exaltado’ e já Abraão significa ‘pai da multidão de nações’. Já Sarai significa ‘princesa’ e foi mudado para Sara, que significa ‘mãe das nações’.
Abraão, a partir de agora vamos chamá-lo só assim, não achou crível que isso pudesse de fato acontecer e riu em seu coração. “Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?” (Gn 17.17). E disse mais Abraão: “Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto”! (Gn.17:18). Não sei você, mas eu não o julgo. Cerca de 24 anos depois da promessa vem Deus e ratifica o que disse. Mas as circunstâncias continuam as mesmas, esse é o problema. Então acho natural o riso. Quem nunca?
Segundo Renovato: “Após o riso, Deus confirmou seu plano na vida de Abraão e lhe disse de forma muito clara: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque [que ironicamente significa riso]; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” (Gn 17.19)”. E ainda: “E, quanto a Ismael, também te tenho ouvido: eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte. E acabou de falar com ele e subiu Deus de Abraão” (Gn 17.20-22). Esses são os árabes que conhecemos hoje.
O pacto perpétuo da circuncisão
Aqui vemos um novo pacto, que ainda não se manifestou. Esse ato marcará a diferença entre os judeus e todas as outras nações da Terra. Alguém poderia perguntar: ‘Mas Abraão, não é caldeu, antes de tudo’? Com a instituição da circuncisão haveria uma diferenciação entre judeus (que viria a ser o nome posteriormente) e todos os outros (Gn.17.10-14). Essa cirurgia no passado envolvia questões higiênicas para evitar a fimose, mas era procedida com muita dor, pois não havia anestesia na época (Gn.34.25,26).
Segundo Renovato: “Em obediência à determinação de Deus para a circuncisão, Abraão realizou essa operação em seu filho primogênito, Ismael, quando ele tinha 13 anos, no início da adolescência; e em todos os que estavam na sua casa. Ele próprio também foi circuncidado, quando já estava com 99 anos de idade (Gn 17.23-27). Certamente, foi algo muito estranho para sua família e para todas as pessoas que estavam ao seu redor, pois jamais teriam visto tal procedimento. Esse procedimento é feito até hoje entre os judeus com bisturi cirúrgico e anestesia local para aliviar a dor.
Referências bibliográficas
https://pt.frwiki.wiki/wiki/Patriarches_%28Bible%29
VOGELS. Valter, Abraão e sua lenda. Edições Loyola. São Paulo. 2000
RENOVATO. Elinaldo, Editora CPAD. Rio de Janeiro. 2026. 1ª Edição.
Por: Geisel de Paula

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