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Lição 12 – A Reconciliação de Jacó com Esaú
Por: Geisel de Paula
Teto base: Gênesis 33.1-10
Jacó temeu muito encontrar com o seu irmão, sabe por quê? Porque devia. Quando estamos em débito com alguém a nossa consciência nunca fica plenamente tranquila. Sempre tem um apontamento, um senão, uma rusga que faz com que fiquemos de sobreaviso, alertas e desconfiados. Sustentar uma mentira dá muito trabalho. Uma mentira sempre puxa outra mentira e você precisa ter uma memória de elefante para se lembrar de todas as voltas e piruetas que você deu para não falar a verdade. Você pode enganar todo mundo por algum tempo ou enganar alguns o tempo todo mas você não pode enganar todo mundo o tempo todo. Isso é impossível. Você cria uma persona e durante um tempo todo mundo acredita no que vê, mas um dia a máscara cai. A verdade vem à tona. Duas coisas acontecem com quem mente muito. Ou você acaba se esquecendo e se contradizendo em algum momento da conversa e todos vão perceber que você mentiu, ou pior, você vai acabar acreditando na própria mentira que inventou. Essa é a ilusão de si mesmo.
Agora, com a notícia de que seu irmão gêmeo está vindo com tudo ao seu encontro com cerca de quatrocentos homens (o que é muita gente), imagine a poeira que as montarias desses homens (seja cavalo ou camelo) levantaria. Jacó deve ter entrado em pânico, pois depois de vinte anos, tinha sim conseguido levantar um certo patrimônio para si, mas não tinha muitos servos além de sua numerosa família, cerca de vinte e poucas pessoas. Perto de quatrocentos não era nem 5%. Não é à toa que estava cheio de medo. Ele temia muito, principalmente porque tinha filhos pequenos, dependentes, que seriam a sua posteridade. Qualquer ira do irmão seria um verdadeiro massacre.
Segundo Elinaldo Renovato: “Cuidadosamente, Jacó dividiu a família em três grupos. O primeiro grupo era formado pelas servas e seus filhos (4); o segundo grupo, era formado pela sua esposa Leia e os seus filhos (7), a quem posicionou atrás do primeiro grupo; e o terceiro grupo, objeto da sua maior preocupação, era formado por Raquel, a sua esposa preferida e amada, e José (1 – Benjamim ainda não era nascido), o seu filho, a quem pôs como os derradeiros”. Mais uma vez vemos demonstrado a predileção de Jacó por sua esposa preferida e filho preferido.
Jacó toma a decisão de ir ao encontro de seu irmão, inclinando-se sete vezes durante o trajeto até chegar a seu irmão (Gn.33.3). Uma atitude de humilhação e de submissão em relação a seu irmão. Não sabemos como foi a vida de Esaú nestes últimos vinte anos. O que sabemos é que ele acabou escolhendo para si mulheres da terra de Canaã que trouxeram muito desgosto aos seus pais. Foi como se fosse uma pirraça (Gn.26.34,35; 27.46).
O que está registrado é que Esaú correu ao encontro de Jacó, abraçou-o, lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o e ambos choraram (Gn.33.4). Chegaram as servas com os seus filhos, e se inclinaram, chegou Lia com seus filhos e se inclinaram e depois chegou José com Raquel e se inclinaram. Ao que parece, uma reconciliação genuína aconteceu (Pv.18.19). Esaú perguntou do bando, e Jacó disse que era um presente, ao qual Esaú rejeitou, afirmando que já tinha bastante. “Seja para ti o que tens”. Jacó insistiu muito, até que Esaú aceitou. Duzentas cabras, duzentas ovelhas, vinte bodes, vinte carneiros, trinta camelas de leite com as suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos (Gn.32.14,15). Ao todo, cerca de quase seiscentos animais. Um belo rebanho. E ainda sobrou muitos animais para Jacó.
Aí chegamos ao final do capítulo 33 onde Esaú se dispõe a seguir Jacó, rumo a Seir, no sudeste do Mar Morto, onde Esaú morava, mas este meio que desconversa afirmando que tem filhos pequenos e rebanhos com crias. Forçando a caminhada deles, mesmo que por um dia, pode ser que os animais morram. Pediu e foi concedido, que fossem ao sul na sua própria marcha com destino a Siquém, distante a cerca de 50 quilômetros dali. Esse lugar seria um peso para a família, pelo que viria a acontecer com Diná, filha de Jacó (Gn.34). Abraão também viveu por um período em Siquém (Gn.12.6). Jacó comprou terras e estabeleceu um lugar de adoração que chamou de El-Elohe-Ysrael, ou seja, Deus, o Deus de Israel. Agora, definitivamente, O Deus de Abraão, o Deus de Isaque era o Deus de Israel (Jacó) também.
No capítulo 35 do livro de Gênesis, Deus manda a Jacó sair de Siquém juntamente com a sua família e subir a Betel para ali habitar, e construir um altar para o Deus que lhe apareceu. Antes de qualquer coisa, Jacó promove um avivamento na sua família, uma limpeza, uma purificação. Ele ordena que sejam retirados todos os ídolos e que se purifiquem, assim como as suas roupas. Entregaram a Jacó os ídolos, as argolas para as orelhas e a tudo ele enterrou. Assim foram para Betel onde Deus ratificou as suas promessas.
Depois disso rumaram para Efrata, onde Raquel sentiu fortes dores do parto quando ainda estava a certa distância da cidade. Em um último suspiro, chamou o menino de Benoni. O pai do bebê preferiu chamá-lo de Benjamim. Tem algumas curiosidades nesses relatos bíblicos. Fala de Débora, ama de Rebeca, que deve ter morrido com quase trezentos anos, e relata também a morte de Isaque, com 180 anos. Quando ele achou que ia morrer a qualquer momento, ele ainda durou mais de vinte anos e a Bíblia diz que seus filhos, Esaú e Jacó, o sepultaram. O capítulo 37 vai nos mostrar os descendentes de Esaú e do capítulo 37 em diante, o protagonista será José.
Referências bibliográficas
https://pt.frwiki.wiki/wiki/Patriarches_%28Bible%29
VOGELS. Valter, Abraão e sua lenda. Edições Loyola. São Paulo. 2000
RENOVATO. Elinaldo, Homens dos quais o mundo não era digno – O legado de Abraão, Isaque e Jacó. Editora CPAD. Rio de Janeiro. 2026. 1ª Edição.
https://lorenaporto.home.blog/2020/04/27/direito-de-primogenitura/

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