
Lição 07 – Uma prova de fé – a entrega de Isaque Texto base: Gênesis 22.1-11 Na jornada de...
Lição 05 – O juízo contra Sodoma e Gomorra
Texto base: Gênesis 18.26-32
Fico perguntando como nos sairíamos se negociássemos com Deus. Será que teríamos argumentos plausíveis para tratar com ele? Será que nos esforçaríamos em negociar se a barganha não nos dissesse respeito? E se fosse praticamente um caso perdido, como eram os casos de Sodoma e Gomorra? Acredito que ficaríamos menos entusiasmados ainda. Isso não se deu com o patriarca Abraão.
As cidades de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e era para ter incluído Zoar (também chamada de Bela) [Dt.29.23], mas acabou sendo poupada pela intercessão de Ló, ou seja, ao todo quatro cidades destruídas, mas as maiores eram Sodoma e Gomorra. Eram cidades que ficavam próximas ao Mar Morto, ou ainda no leito do Mar Morto à época. Os habitantes dessas cidades eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor (Gn.13.13); já em (Dt.29.22,23) descreve a destruição como um aviso sobre as consequências de abandonar a aliança com Deus; já em (Jr.23.14) associa as cidades ao adultério e a idolatria, e o profeta Ezequiel aponta o pecado de Sodoma como orgulho, fartura, preguiça e indiferença aos pobres (Ez.16.49,50). O próprio Jesus usa Sodoma e Gomorra como exemplo de juízo severo (Mt.10.15), e o apóstolo Pedro também (2Pe.2.6-10) e Judas também (Jd.1.7) [outra carne – relações antinaturais cf. Lv.18.22; 20.13].
Será que nos interessaríamos em sermos intercessores dessa raça? Acredito que não. Nós somos maleáveis e condescendentes apenas quando nos diz respeito. Temos muita de dó de nós mesmos, mas com os outros é pau! É poucas ideias com os outros; para mim, toda benevolência, para os outros, o rigor da lei. É assim ou não é?
Abraão estava assentado de boa na sua tenda quando foi surpreendido com a visita de três varões que apareceram de pé diante dele. Abraão se levantou e se curvou perante eles. Será que ele teve o discernimento exato de que se tratava de seres angelicais. Mas se foi essa sua percepção, será que ele não assimilou de que seres espirituais não necessitam de comer? Abraão ofereceu água para os pés, um lugar à sombra, pão e um churrasquinho. Os homens enviados deixaram que ele lhes oferecesse tudo isso, com manteiga e leite. E pasmem, eles comeram (Gn.18.4-8).
Qual era a intenção desse homens irem até Abraão? A intenção foi a de ratificar a promessa, dessa vez, com um direcionamento específico em Sara. “Onde está Sara, a tua mulher”? Abraão então respondeu “Está na tenda”. Então a promessa é ratificada: “…Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele”. E aí Sara riu, não uma gargalhada, mas uma risada interna, talvez com um leve sorriso no canto da boca. Ninguém percebeu, exceto Deus. “Por que se riu Sara? Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho”. “E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste” (Gn.18:15). O que eles foram fazer havia sido concluído e agora já podiam partir.
Segundo o comentarista Elinaldo Renovato, “Quando Ló recebeu dois anjos em sua casa, para o tirar de Sodoma antes da destruição, os homens da cidade cercaram a casa de Ló, para que ele mandasse sair os anjos para que “os conhecessem”. Não era para conhecê-los socialmente, mas para terem relações sexuais com eles! Era muito grande a depravação entre os habitantes daquelas cidades. Ao que parece, os homens deixaram de ter interesse sexual pelas mulheres e se voltaram para a prática abominável da homossexualidade”.
Abraão fica com um dos três homens (uma aparição teofânica do próprio Cristo), enquanto os outros dois caminham em direção a Sodoma. Assim, inicia-se a intercessão de Abraão pelas cidades. Já vimos que a situação das cidades é feia, mas será que tanto assim? Ou seria uma questão de oportunidade de salvação? Olha o que Jesus diz sobre Cafarnaum: “E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti” (Mt.11.23,24).
Ora, que milagres foram efetuados na cidade de Cafarnaum? Os principais milagres realizados em Cafarnaum relatados nos Evangelhos incluem:
Cura do paralítico: Jesus cura um homem trazido por amigos que abriram um buraco no telhado.
Cura da sogra de Pedro: Jesus cura a sogra de Pedro de uma febre alta na sua própria casa.
Libertação na Sinagoga: Um homem endemoninhado foi libertado na sinagoga da cidade.
Cura do servo do centurião romano: Jesus cura à distância o servo de um centurião.
Cura da mulher com fluxo de sangue: Milagre realizado quando ela toca em suas vestes.
Ressurreição da filha de Jairo: Jesus levanta a filha de um líder da sinagoga.
Moeda no peixe: Jesus orienta Pedro a encontrar uma moeda no peixe para pagar o imposto.
Cura de muitos doentes: Curas gerais de enfermos e endemoninhados ao pôr do sol.
Tenho três perguntas a fazer, que considero muito intrigantes e gostaria que respondessem:
1º – Será que sociedades com alta contaminação de pecado só são assim porque falta quem pregue a verdade que liberta e salva (ex. Las Vegas e Amsterdã)?
2º – Por que Ló não conseguiu pregar com a sua vida para os moradores daquela cidade? Será que ele preferiu se esconder em vez de aparecer? E nós?
3º – Se Ló tivesse escolhido o outro lado, quem iria para o lado de Sodoma seria Abraão. Será que os resultados seriam diferentes?
Fato é que o juízo de Deus desaba sobre aquelas cidades. Matthew Henry diz assim em seu comentário: “Nunca houve nada como ela, nem antes, nem depois. O inferno choveu, do céu, sobre as cidades. Fogo e enxofre, e um vento tempestuoso, esta é a porção do seu copo (SI.11.6). Não um relâmpago, que é suficientemente destrutivo quando Deus lhe dá esta comissão, mas uma chuva de relâmpagos. Espalhou-se enxofre sobre as suas habitações (Jó.18.15), e então o fogo os devastou. Deus poderia tê-los afogado, como fez no mundo antigo. Mas Ele desejava mostrar que tinha muitas flechas em sua aljava.
Segundo Renovato: “Não podemos imaginar quantas pessoas habitavam em Sodoma, em Gomorra e nas cidades vizinhas. Mas, provavelmente, havia um número elevado de habitantes. A exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram, da destruição daquelas cidades também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa (?) e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14); seus filhos, no mínimo dois, (Gn 19.12) também, sem dúvida, não ouviram o pai.
O que fica de lição nesta história toda á a capacidade e a potência de nossa intercessão. Abraão instou com Deus para ver até onde ia a misericórdia dele. Será que 50 justos salvariam a cidade? Sim. E 45, 40, 30, 20, 10? Fato é que não havia dez justos na cidade. Havia 4 e uma delas ainda se perdeu no caminho, sobrando apenas 3. E Ló ainda conseguiu argumentar com o anjo para que não destruísse a cidade de Zoar, que acabou poupada daquele terrível juízo. Tudo isso prova que a misericórdia de Deus é quase infinita, mas que o Deus de amor é o Deus de justiça também, por isso não podemos brincar em servi-lo, mas devemos sempre fazer a diferença (Sl.136.1). As filhas de Ló tiveram relações com o próprio pai, e dessa relação surgiram os moabitas e os amonitas, inimigos do povo de Deus.
Referências bibliográficas
https://pt.frwiki.wiki/wiki/Patriarches_%28Bible%29
VOGELS. Valter, Abraão e sua lenda. Edições Loyola. São Paulo. 2000
RENOVATO. Elinaldo, Editora CPAD. Rio de Janeiro. 2026. 1ª Edição.
Por: Geisel de Paula

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