Lição 02 – Recapitulando a jornada no deserto

Por: Geisel de Paula

Texto base: Deuteronômio 1.9-12, 19-21, 26-28, 34-36

               O povo cresceu. E todo crescimento vem acompanhado de problemas. Uma coisa é congregar em uma pequena congregação de 30 membros onde cada um é essencial. Outra coisa é congregar numa congregação de médio porte, como a de Vila Galvão, com uma equipe de obreiros no púlpito, departamentos consolidados e estrutura consolidada, e outra ainda mais diferente é congregar em uma grande sede, com milhares de membros, com suas ‘panelas’ e estruturas rígidas.

Quanto maior o povo, maiores são os problemas a eles relacionados. O próprio Moisés menciona a dificuldade de liderar um povo tão grande no v. 12. Qual é a solução para esse problema? Dividir a carga para pessoas capacitadas (v.13) – segundo a NTLH – “homens sábios [respeitados], inteligentes [criteriosos, entendidos, prudentes] e experimentados [conhecidos, competentes]” (v.15). E o julgamento desses homens deve ser justo para com todos, sem temer aos homens (vs. 16-18). A primeira ordem de Deus foi a de partir do monte Horebe e caminhar pelo ‘grande e tremendo deserto’ (v.19), pelo caminho das montanhas dos amorreus até chegarem a Cades-Barnéia, o principal ponto de transição e o local de uma rebeldia marcante na jornada do povo de Israel rumo à Terra Prometida após a saída do Egito (v.21).

  • Portal da Terra Prometida: Localizado em um oásis no deserto de Zim, o local serviu como base de acampamento para os israelitas nos limites de Canaã.
  • Envio dos Espias: Foi de Cades-Barnéia que Moisés enviou os doze espias para inspecionar a terra prometida por Deus (Dt.1.22-24).
  • O Ponto de Decisão: Devido ao relatório negativo da maioria dos espias e à falta de fé do povo em conquistar a região, os israelitas se rebelaram e recusaram-se a avançar (v.25).
  • A Sentença do Deserto: Por causa dessa desobediência, Deus determinou que aquela geração adulta vagasse e morresse no deserto, adiando a entrada na terra por cerca de 38 anos adicionais (v.26,27).
  • Outros Eventos: O local também foi marcado pela morte de Miriã e pelo episódio em que Moisés bateu na rocha para ferir água (Água de Meribá).

               O povo primeiramente não quis subir, depois murmuraram em suas tendas e finalmente acusaram Deus de ter raiva deles, isso porque os espias pessimistas aumentaram as dificuldades e ignoraram as possibilidades. De nada adiantou dizer que Deus iria adiante deles (v.30-33). Quem salvou foi apenas Josué e Calebe (vs.34-36).

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