Lição 02 – A fé de Abrão nas promessas de Deus

Texto base: Gênesis 13.7-18

               O capítulo 13 de Gênesis abre com uma disputa de quem tem muito, mas muito mesmo, onde os pastores de Abrão se desentenderam com os pastores de Ló. Veja que aparentemente a briga não era entre patrões e sim entre os empregados. Parece natural desde que o mundo é mundo que o direito a propriedade exerça egoísmo e ganância para aquele que tem, possa ter ainda mais. Uma cabeça de gado pra lá ou outra pra cá, que diferença faz para quem tem uma quantidade que a terra não suporta? É o que dá a entender o texto sagrado (v.6). Abrão ainda tinha muita prata e ouro (v.1,2). Eu me pergunto se essa riqueza ele já tinha ou foi conquistada no Egito (Gn.12.5).

               O pastor Elinaldo Renovato, comentarista da lição, sugere: “Há casos conhecidos de pastores evangélicos que contendem entre si por causa de “campo eclesiástico”, causando dissensões e até divisões entre as igrejas locais. Sem a menor dúvida, essa não é a vontade de Deus. Ele deseja que os pastores, e todos os crentes em Cristo, como irmãos na fé, vivam em união”.

               As vezes é melhor separar do que ver o conflito acabar escalando e estragando um bom relacionamento. Abrão percebeu isso e propôs o distanciamento para amenizar os ânimos e não azedar a relação. Abrão como tio e pessoa mais velha da relação, tinha o direito de escolher o lado a seguir, mas sua humildade e dependência de Deus fez com que ele sugerisse a Ló escolher o lado que gostaria de seguir: “…se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gn.13:9).  

               Ló agiu com uma dose de prepotência e ganância, mas também de maneira lógica. Olhou o lado das campinas do Jordão, no Oriente. Comunicou ao tio a sua escolha e Abrão aceitou passivamente essa solução. Se Ló vai para a esquerda (oriente), eu vou para a direita (ocidente), nos carvalhais de Manre, em Hebrom. E ali edificou um altar ao Senhor.

As escolhas de cada um

               A escolha de Ló não levou em conta os habitantes que lá moravam: “maus e grandes pecadores contra o Senhor” (v.13). O problema está na influência que o mal exerce em nossa vida. Quanto mais próximos estamos do pecado, mas ele nos seduz. E isso foi fato consumado na vida de Ló, onde o pecado seduziu a sua esposa e porque também não dizer as suas duas filhas, que escolheram como noivos homens ímpios daquela região. A tragédia foi grande e poderia ter sido ainda pior, se não fosse a intercessão de seu tio, Abrão a seu respeito. Ele que era tão rico, acabou saindo sem nada, com mãos abanando apenas com a roupa do corpo e olhe lá.

               Já a escolha de Abrão (se é que foi escolha, pois ele pegou o que restou), se deu na segurança da promessa: Canaã. Segundo Renovato: “O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a bênção de Deus”. Como diz o ditado: ‘É melhor ter paz do que ter razão’. Abrão podia dormir em paz porque estava descansando na promessa, e isso foi o suficiente. Isso vai além de qualquer lógica humana, era Abrão aprendendo a andar por fé e não por vista. Até hoje tentamos seguir o seu exemplo, mas como é difícil!

               Deus reforçou a sua promessa na vida de Abrão. Mandou que ele olhasse para todas as direções, dizendo que lhe daria toda aquela terra. Ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste (Gn.13.14). Engraçado perceber a geografia do lugar que até mesmo onde ficava Sodoma e Gomorra, acabaria por ser incorporado a nação de Israel no futuro. Abrão não ia ver nada disso acontecer, mas já estava nos planos insondáveis de Deus.

               Além da promessa de um local geográfico, reforçou o fato de que a descendência de Abrão seria como o pó da terra, que coisa mais fantástica, para uma pessoa sem filhos! Essa promessa seria cumprida cabalmente com a inserção dos filhos espirituais de Abrão, incluindo eu e você.

Os altares de Abrão

               Em sua jornada, Abrão construiu quatro altares sempre em louvor, adoração e gratidão a Deus:

O primeiro altar – O primeiro altar Abrão construiu seu primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: A tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gn 12.7).

O segundo altar – Abrão construiu outro altar em Betei (lugar que significa “Casa de Deus”). Foi ali que invocou o nome do Senhor.

O terceiro altar – Abrão construiu esse altar depois da separação do seu sobrinho Ló (Gn 13.1-13). “E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao Senhor (Gn 13.18). E interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu sobrinho separou-se dele.

O quarto altar – No Monte Moriá, que significa “entrega”. Onde quer que ele tivesse uma tenda, Deus tinha um altar, e um altar santificado pela oração. Pois ele [Abraão] não somente se preocupava com a parte cerimonial da religião, a oferta do sacrifício, mas com o dever natural de buscar o seu Deus, e de invocar o seu nome, este sacrifício espiritual no qual Deus se compraz.

 

Referências bibliográficas

https://pt.frwiki.wiki/wiki/Patriarches_%28Bible%29

VOGELS. Valter, Abraão e sua lenda. Edições Loyola. São Paulo. 2000

RENOVATO. Elinaldo, Editora CPAD. Rio de Janeiro. 2026. 1ª Edição.

 

Por: Geisel de Paula

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