Lição 06 – O nascimento de Isaque

Texto base: Gênesis 21.1-7

               Deus cumpriu a promessa no tempo dele. Não quando achávamos que faria, mas quando ele quis. Como diz Strong: “Ele pode fazer tudo o que Ele quer, mas não quer fazer tudo o que Ele pode”. Quando Abraão tinha cem anos e Sara noventa, o que parecia impossível aconteceu. Em um dia Abraão e Sara tiveram relações, mesmo em idade tão avançada. Não demorou muito e o ventre de Sara começou a crescer. “Será verme”? – Alguns pensaram. Se hoje uma mulher dar a luz com mais de cinquenta anos é notícia, imagine Sara com noventa. Fato é que nove meses depois se ouviu um choro de criança recém-nascida dentro da tenda do pai Abraão. “Incrível! A dona Sara que era estéril teve um filho com seu esposo, que tem cem anos”! 

               Por que será que Deus demora tanto para cumprir as suas promessas? Ele não deveria ser mais ágil nas suas ações? Provérbios 13.12  diz que “A esperança que se adia faz adoecer o coração”. Bom, a primeira coisa que precisamos observar é a de nos certificarmos de que foi Deus mesmo quem fez a promessa. Tem muita gente adoecendo achando que Deus falou, que Deus prometeu, que Deus garantiu quando na verdade não foi ele, foi apenas o homem falando no lugar de Deus.

               E como podemos discernir que a profecia é ou não de Deus? Bom, Deus é livre para falar o que quiser mas tem algumas profecias por aí que logo se vê que não tem nada de espirituais. Lembro de uma profecia que o deputado Nickolas Ferreira recebeu nos EUA sobre ele ser presidente do Brasil um dia. Pode acontecer? Pode, mas é algo que só Deus pode colocar as mãos e fazer. Já se você receber essa profecia, a chance de ser lorota é de 99,99%. Assim também é a de você ser pastor presidente do Ministério do Belém. Eu sinceramente, prefiro não crer. Acho que Deus tem mais o que fazer. Mas confesso que o cumprimento da promessa ainda é a melhor resposta.

               Levando-se em conta de que foi Deus quem disse, devemos nos lembrar que Deus não segue nem o nosso relógio e nem o nosso calendário, por mais que para nós seja difícil de entender. Eu noto que se Deus disse a você que em trinta dias ele vai abrir a porta de emprego, muito provavelmente essa promessa se cumprirá no 29º dia. Agora, se Deus não deu data, prazo, dia a hora, meu amigo, resta a você aprender a descansar e segurar a ansiedade porque ele vai fazer no tempo (kairós) dele e não no nosso. No caso de Abraão demorou 25 anos para a promessa se cumprir. Para você, pode ser menos ou até mais. Precisamos aprender a esperar, e esperar não é fácil.

               O filho da promessa nasceu, foi lhe dado um nome que significa riso (Isaque), e foi circuncidado ao 8º dia como o Senhor havia ordenado. Tudo resolvido? Acabaram-se os problemas? Claro que não, pois agora o arranjo malfeito lá de trás ia voltar e zombar na sua face. Assim como Agar zombou de Sara lá trás, tal mãe, tal filho, Ismael também começou a desprezar Isaque, que devia ser 14 anos mais velho e isso já era motivo de se sentir superior. Quando Isaque foi desmamado (por volta de três a cinco anos [Ismael – 19]), Abraão fez uma festa e na ocasião Ismael zombou novamente de Isaque (Gn.21.9), o que fez que Sara chegasse ao seu limite, exigindo a expulsão de mãe e filho. Abraão não gostou nada nada do que Sara disse, afinal de contas, Ismael era seu filho. Mas Deus o orientou e prometeu que faria de Ismael uma grande nação, porque era sua descendência.

               O que mais me intriga nessa passagem é o fato de que Abraão é um homem rico, de posses, de muitos servos, servas, animais e muito dinheiro, e quando chega o momento de despedir a Agar e o seu filho Ismael, a única provisão dada foi a de um pão e um odre de água, que não daria para mais de dois dias, mostrando o caminho para que andassem errantes pelo deserto de Berseba. Muito pouco para alguém tão rico. Por que Abraão, um homem que andava com Deus agiu assim? Difícil dizer. Prefiro pensar que era a vontade de Deus que o menino conquistasse por si só todas as coisas, que aprendesse o que é a provação para que desse valor na época das benesses. Enfim, que ele tivesse as suas próprias experiências com Deus, e não as experiências de seu pai. Mas que não justifica, não justifica.

               Passaram por uma experiência de quase morte mas o anjo interviu ouvindo a voz do menino (uma súplica de oração?), mostrou-lhes um poço de água e com as forças recuperadas continuaram a sua caminhada. Depois da prova vem a bonança: “E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito” (Gn.21:20,21). O deserto onde estavam não tinha ninguém morando. A terra já era deles. Ismael se especializou no arco e flecha, e deve ter sido muito bom com isso. Sua mãe, que era egípcia, foi até a sua terra e arrumou de lá uma noiva para Ismael.

               Segundo Renovato: “Quando Deus faz uma promessa, ele controla todas as circunstâncias para que nada escape a seu controle divino. Queiram ou não os homens, creiam ou não creiam, suas palavras hão de se cumprir. Deus prometera a Abraão que faria dele “uma grande nação”; e estendeu sua promessa à sua semente, ou à sua descendência; e o fez”. Que nós possamos aprender a aguardar o cumprimento das promessas de Deus em nossa vida porque o tempo de Deus é diferente do nosso tempo.

Referências bibliográficas

https://pt.frwiki.wiki/wiki/Patriarches_%28Bible%29

VOGELS. Valter, Abraão e sua lenda. Edições Loyola. São Paulo. 2000

RENOVATO. Elinaldo, Editora CPAD. Rio de Janeiro. 2026. 1ª Edição.

Por: Geisel de Paula

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